Desate o nó
num desatino; um desafio.

Confuso.

By Diego Paulino
Sobre tudo.
 

O universo NÃO conspira ao seu favor.

By Diego Paulino
Caralho!

Foi a palavra que quase escapou de minha boca quando chutei o pé da mesa do escritório onde trabalhava.Caralho, caralho, caralho. Eu segurava o xingamento enquanto respirava fundo e meu dedo latejava. Corri os olhos pelo lugar. Marcelinho, Ronaldo, Dida, Kaká e o resto da seleção brasileira começavam a arrumar suas coisas pra ir embora. Ok, 'tâmo entre homens. Abri a boca já sentindo a felicidade de soltar o maldito palavrão e me ver livre daquela dor, me sentir feliz, realizado, sortudo e todos os udos quando avistei ela: Dona Josi.

Ah, não! Só faltava essa! Dona Josiane Carvalho – assim ela se apresenta – é uma espécie de supervisora aqui do "trampo". E, cara, vou te falar: a mulher é o demônio! Sério, no sentido literal da palavra mesmo. Ela era feia que doííía; e chata! Pela amor de Deus, que mulher chata. Na minha humilde condição de trabalhador assalariado e universitário fodido sou da seguinte opinião: Gente feia tem obrigação de ser simpática. Sem mais, nem mesmo. É feio? Seja simpático para que as pessoas tentem gostar de você. Não é difícil, é? Eu não sou lá um primor de beleza e tenho um humor legalzinho. 'Tô equilibrado. Mas a Josi... Ah, a Josi força demais. Feia, chata e fedida! Quando ela chegava perto de mim eu tinha vontade de arrancar meus olhos e pô-los no vinagre, vontade de jogar areia no meu ouvido pra ver se a voz irritante daquela mulher parava de soar dentro da minha mente. “Faz isso, faz aquilo. Isso tá ruim. Cadê o relatório?”. Meu maior sonho é o dia que chegar um recado dizendo que a infeliz sofreu um acidente, que, sei lá, um elefante fugiu do zoológico e atropelou. E cagou em cima.

Olha que divertido, pensando mal da minha querida chefe, a dor no dedão havia até sumido.

Havia.

Quando lembrei dela, a maldita voltou em dobro! Eu balançava minhas pernas, roía as unhas, suava como um porco e aquela vozinha na minha cabeça ficava me instigando a gritar o palavrão, que aquilo seria a melhor coisa que eu faria pra mim, pra São Paulo, pra humanidade! Mas eu não posso, respondi a vozinha, A Godzilla tá aqui na sala e ela é mais puritana que a Madre Tereza!

- Diego, você tá bem, cara?

Ouvi a voz do Marcão me chamando. Mas, merda, se eu abrisse a boca pra respondê-lo o palavrão ia estourar como uma bolha de sabão na superfície. E o que eu não queria era que o gritar aquilo, não com a demônio por aqui.

- Diego...?

Porra, Marcão, dá um tempo! O encarei e fiz meu sorriso mais gentil, pra mostrar que eu 'tava bem e era pra ele parar de encher o saco. Balancei a cabeça afirmativamente, parecendo uma criança retardada. Bom, deve ter funcionado porque o cara saiu de perto e foi pro outro lado do escritório.

Mas, opa, porque ele tá cochichando com o Marcelinho? E apontando pra mim? E agora o kaká também se juntou ao grupinho e também tá apontando pra cá! Eita, tem coisa errada, melhor disfarçar.

Virei pra minha mesa e comecei a guardar tudo o que via por ali. Na verdade, eu jogava o que aparecia na minha frente pra dentro da gaveta porque não conseguia me concentrar de nenhuma maneira. O maldito dedo ainda latejava de uma forma absurda. A vozinha continuava na minha cabeça me atiçando e a Josi não ia embora. Deus, eu fiz cócegas nos pés de Jesus quando ele tava na cruz? Eu passei a perna no Papa em outra encarnação? Eu fiz o quê?! Porque na certa eu 'tava pagando pelos meus pecados por aquela situação. Mas, hey, eu não acredito nisso. Você é cético, lembra?. Ok, ok, então é...a Lei de Murphy, isso! Como era mesmo? Se algo está ruim pode ter certeza que vai piorar? Pois bem , 'taí a prova! Arranquei a cabeça do dedão do pé no exato dia que a supervisora vem aqui....

-Diego?!

Me deparei com o rosto de todos meus colegas de trabalho me encarando com uma expressão estranha e assustada. Por trás deles a Demônio fingia que não tava prestando atenção na conversa, mas eu sabia que estava! Ela disfarçava e olhava pra cá. Fofoqueira. O que 'tava acontecendo?!

- Cara, respira, você tá ficando roxo!

Roxo, quem, onde, quando, porquê? E não é que era verdade? Há quanto tempo que estava segurando a respiração pra não falar a palavrinha mágica? Mas eu não tinha notado...no entanto, agora que os caras tinham falado, eu senti uma falta de ar tremenda e aquilo foi se misturando com a dor no dedão, com a raiva da Godzilla, com minha frustração por receber pouco naquele emprego ruim, com o nervosismo por ter aquele monte de olhos me fitando e o sangue subiu à cabeça. Não só sangue, a situação era tão extrema que tudo subiu: sangue, urina, suco gástrico. Aquela mistura queria sair por minha boca em forma de palavras e a vozinha – desgraçada! – ainda me instigava mais e mais e mais e mais...

- CAAAA-RAAAA-LHOOOO!

Todo mundo parou. A Josi me olhou. Minha dor aliviou e eu respirei. ENFIM!

-CA - RA - LHO!

Gritei mais uma vez, só pra ter o gostinho de sentir que eu podia!
A supervisora me fuzilou com os olhos e eu nem liguei! Nada valia mais a pena de que ter matado aquela vontade estranha que tomava conta do meu corpo. Nossa, era quase como se eu tivesse no paraíso. Num mundo sem dor e cheio de palavrões!

Para salvar meu dia ruim o alarme tocou, avisando que tava na hora deir embora. Juntei minhas coisas e parti, sem olhar pra trás pra ver os olhos perplexos de todo mundo ali. Puta que pariu, depois daquela tortura eu deveria ser é canonizado! Isso! São Diego! Soa bem, não soa?
Até combinava com o som do coro de anjos cantando "Aleluia" em alto e bom na minha cabeça.


Nota: Usei como nome do personagem "Diego", pois o texto era pra uma competição e pedia que você fosse o protagonista. Porém, é uma situação fictícia.
 

Retalhos.

By Diego Paulino
- POR QUE VOCÊ NÃO SE OLHA NO ESPELHO E SENTE VERGONHA DO QUE SE TORNOU?!

O rapaz indagava, encarando a mulher a sua frente com estranheza. Em seus olhos via-se culpa, via-se uma mescla de raiva e pena, que subia de seu estômago, refletindo em suas palavras.

- ME DIZ: ONDE 'TÁ AQUELA MULHER QUE ME CRIOU? ME DIZ!

Se raiva, pena e culpa eram notáveis nos olhos do rapaz - que agora tremia, involuntariamente -, na mulher tudo transparecia, como se a irracionalidade momentânea causada pela fúria que aflingia seu corpo fosse impossível de ser contida. - Me solta! - Ela ordenava, de maneira tola. As lágrimas que molhavam seu rosto proviam da discussão em que a dupla se encontrava. Ela, a mãe, fazia o papel de filha, ouvindo a verdade vomitada de seu filho, ouvindo que...

...A MULHER QUE EU CONHECI, A QUE ME CRIOU DESDE QUE PAPAI NOS DEIXOU NÃO EXISTE MAIS!

Aquilo a atingia como flechas certeiras. Em seu íntimo, naquele resquício de razão que escondia-se em algum lugar de sua alma, sabia que as palavras proferidas por seu filho - sim, era isso o que ela era: Mãe -, estavam certas. Porém, o orgulho falou mais alto, não deixando sua cabeça baixa, convicta, soltou em um berro. Fora uma explosão. Para seu filho, mais do que isso, fora uma hecatombe. - Eu te odeio!

Seu interior rasgou, fora estraçalhado tal como quando um cão feroz retalha seu "amigo" gato. Fora partido por dentro. A vidraça que o sustentava, sustentava todo o seu corpo e alma caíra em um precipício. Despedaçando-se em incontáveis cacos, que tardariam a voltar a ser um - se é que voltariam.

- Bom pra mim, porque é recíproco. - Finalizou, batendo com a porta o mais forte que pôde enquanto saía daquele cômodo. Seus olhos, outrora tão raivosos, agora somente brilhavam pedindo compreensão.

Ou qualquer maldita resposta para tudo aquilo.
 

I WILL MAKE YOU HURT;

By Diego Paulino

I hurt myself today
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real

The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything

What have I become, my sweetest friend?
Everyone I know goes away in the end



(Johnny Cash)
 

I won't stop until i'm done.

By Diego Paulino
Cansei de vestir máscaras e escrever com os mais variados personagens que tenho em um mundo fictício.

Hoje, eu, Diego Paulino, quero apenas...Escrever, pra mim.
A verdade é que de uns tempos pra cá minha vida deu uma reviravolta que nunca imaginei, fui e voltei de uma faculdade, perdi o ENEM, entrei e saí de um emprego e aqui, agora, eu tenho a angustiante sensação de ter feito apenas escolhas erradas nos últimos dois anos e chego a conclusão que as fiz por medo. Naquela plaquinha, que divide a estrada, dando dois caminhos, duas opções para seguirmos, sempre tive o condão de escolher o caminho errado. Mais fácil, sem dvidas. Porém, somente com benefícios à curto prazo, à longo prazo o que sempre eu encontrei foi o nada e enquanto via todas as pessoas que conheço dando rumo, de alguma maneira, em suas vidas eu sempre fiquei aqui, parado.
Amigos foram embora, outros ainda vão e eu continuo estático.
Não tenho objetivos, perspectivas de vida.
Vejo à minha frente uma grande névoa que talvez eu não seja capaz de atravessar.

Mas eu tenho que atravessar

E é com esse pensamento que semana que vem, eu vou enfiar a cara nos livros, vou me forçar a aprender Química, Física e Matemática.
Tenho que aprender e, no final do ano, eu vou olhar pra cara de cada um que me criticou, que disse que não era capaz, que apontou seu grande dedo podre pra minha cara e dizer:
" Eu consegui."

Espero ansiosamente que esta determinação não fique somente...no papel.
 

De Isaías Barbosa Aragão.

By Diego Paulino
As almas e os corpos são como os elétrons que movem-se aleatoriamente em busca de um estado de menor energia. A história é sempre a mesma: Um dia esse elétron encontra um cátion e liga-se a ele instantaneamente. Algo puro e simples, a física em ação atrai os dois e os fazem ressoar, os faz dançar em um ritmo inconseqüente e nunca imaginado, de forma que tudo parece ser tão perfeito que um segundo parece uma eternidade e uma vida inteira parece ser pouco. Mas, no outro segundo, um segundo elétron aparece e ocupa um lugar paralelo naquela nuvem eletrônica forçando o primeiro a dividir seu espaço. Eles não se separam, afinal, nunca fizeram um trato ou um acordo formal de nunca se envolverem com mais nenhuma outra carga. E, de repente, a nuvem começa a se encher de elétrons diferentes, e, também aparecem novos cátions. Chega-se um ponto que a força que os empurra pra longe uns dos outros é muito maior que a força eletromotriz que os mantêm juntos, é então que se separam na velocidade da luz liberando uma explosão de energia. Os dois voltam a vagar sozinhos, e no decorrer dos eixos cartesianos passam a encontrar-se com outras cargas e se ligarem a elas. Uma vez ou outras eles voltam a se esbarrar, trocar cargas e energia, mas nunca se ligam novamente. Porque, no final, os dois sabem que só aquele elétron para aquele cátion não seria suficiente e só aquele cátion para aquele elétron não seria o bastante. No fundo, eles nunca dariam certos juntos...
Não preciso dizer que isso tudo nada tem haver com átomos e elétrons. Certo?

Tudo sempre foi uma questão de química e física. Se é que você me entende...
 

By Diego Paulino







Sei de cor seus comentários

sobre o mal da alienação,

mas eu não vivo de salário

eu não vivo de ilusão!

    - - - - Tensão.
    - - - - Sim, essa seria a palavra que descreveria fielmente a sensação que, como a gravidade, comprimia cada mutante - ou humano - ali presente. A dúvida, o medo, a tentação: cada um desses adjetivos estava estampado no rosto de cada aluno do Instituto Xavier Para Estudos Avançados naquela noite.

    - - - - Porém Thomas Capone Lehnsherr era uma excessão, em vez de um misto de angústia, o que tomava conta de seu ser era a adrenalina, e , paradoxalmente, o tédio: a adrenalina provinha da sensação que precede a luta, a batalha, a ação. E o tédio era um mal que acompanha Capone desde sempre.

    - - - - O rapaz estava posicionado ao lado de Copy, a garota loura subordinada de Cataclisma. Ela ria débil, descontralada, e insanamente ao lado de Thom e Serena, a pirocinética. Estava claro que Toyota se divertia com o Caos que reinava na mansão. Carmesim encarava o rosto de cada pessoa ali presente, tão tolos, tão alienados, tão manipulados por Legião e Lady Mental, talvez até controlados mentalmente por eles... Não! Eles eram patéticos por natureza mesmo, não eram controlados por ninguém, eram patéticos por seus próprios méritos. Eram fracos por natureza, dignos de pena por natureza...

    - - - - Uma tragada no cigarro, um rapaz pula do segundo andar. Mais um querendo dar uma de herói? Outra tragada, o rapaz corre em sua direção. Mais uma tragada, o rapaz está mais perto, dá para ver suas feições: Thomas não o reconhece, Deve ser algum humano, não oferece perigo... Um estrondo, nos jardins: a batalha lá fora, entre Phebo e Ewan estava, com certeza, à todo vapor. Sua atenção foi desviada.
    Um Grito:
    - Explode isso!

    - - - - Outro estrondo, mas este último não fora nos jardins, não fora tão longe, ao contrário, fora perto demais... E veio acompanhado de uma dor inenárravel. Uma dor paralisante. a pior sensação física que talvez um homem seja capaz de sentir: uma pancada no saco.

    - - - - O rapaz foi pego de surpresa, ficou atordoado, não conseguia raciocinar. Alguém havia chutado seus bagos. Chutado? Alguém havia dado uma marretada em seu saco, era a única explicação pra tamanha dor. Cedeu no chão, e se encolheu, em posição fetal, para tentar, inutilmente, aliviar a dor. O Filho-da-Puta que fizera aquilo com ele se arrependeria do dia em que nascera. Thomas não iria apenas chutar seu escroto; ele o explodiria e jogaria os restos aos ratos do esgoto. Ah, Jogaria!

    - - - - Mas a sorte não estava do lado do bioenergizador; seu agressor era sádico, era estranho, era louco. Sentiu alguém afagar-lhe os cabelos, mas não com carinho, e sim com ódio. Esse mesmo alguém era o garoto que pulara da escada. Thomas o reconheceu pelos tênis. O garoto foi arrastado, sentia que o filho-da-puta que chutou-lhe o
    saco estava com raiva. Fora arrastado para fora da mansão, em um gramado perto do que um dia foi a porta principal.


    - - - - Carmesim começou a recobrar suas forças, seu raciocínio voltou, e notou que o desgraçado estava confiante demais. Thomas, com destreza, agarrou-lhe pela manga do casaco. Segurou com as duas mãos. Antes de triturar o saco do ordinário o faria sofrer!

    - - - - Energizou o casaco pela manga. Aquele infeliz explodiria ali mesmo. Entretanto, o cara que o arrastava não era tão patético como imaginara: o brilho da energização denunciou a intenção do mutante. Edward, de maneira brusca, empurrou a cabeça de Thomas para livrar-se. Mas aquilo não adiantaria, a explosão ocorreria, a roupa já estava energizada. Thomas levantou-se para aprecisar sua obra de arte. Madness tentava tirar o casaco energizado, mas estava se atrapalhando com a pressa; conseguira arrancar só uma manga, no entanto, a outra...

    - BOOM! -Disse no momento da explosão. O ordinário que o arrastara até ali levou a pior. Caiu. Rolou. Fodeu-se. Rolou mais. O impacto foi grande. Capone riu, aquele cara não tinha noção do que o esperava. O explodiria, partícula por partícula, marcaria sua pele, seu rosto, mostraria o que é ser realmente sádico. Era hora do baralho entrar em ação.

    - Hey, bastardo! -O chamou - O que foi? Cadê todo aquele seu vigor, seu filho de uma puta! Uma explosãozinha já te nocauteou, é? -Pôs a mão no bolso esquerdo da calça, pegou seu baralho. Sua munição - A diversão acabou de começar! Vamos ver, a primeira carta é..- puxou uma carta do baralho - o Coringa! Minha predileta! - Energizou a carta de maneira que essa explodisse somente com o impacto. A lançou em cima de Edward, acertou em cheio. - Por quê a surpresa? Nunca viu uma dessas belezinhas, seu ordinário?

    - - - - Grylls rolou mais uma vez. Cara, ele só rola?! Duas vezes. Cuspira um pouco de sangue. Um pouco do sangue que Carmesim o faria cuspir, gota à gota. Thom arremessou mais uma carta, essa ele errou. Madness se desviara. Desperdíçio.

    - - - - Irritou-se. Não gostava de errar. Pegou mais cinco cartas, as energizou e arremessou todas, uma à uma, como quem arremessa dardos em um alvo, o alvo, no caso, era o baitola que chutara seus bagos.-- BOOM! BOOM! BOOM! HAHAHA, 'tá gostando do tiro ao alvo, dude?! - Disse, sátiro, sádico e irônico -
    E aviso-lhe que de onde vieram essas belezinhas tem mais, muito mais. Uma barulho inteiro, para ser preciso, seu babaca! - Aremessou mais três cartas. Obteve sucesso somente com uma, Edward era ágil... Ágil até demais. Gryllis desviou-se das cartas-bombas e investiu contra Lehnsherr. O joelho se preparando, talvez para mais um chute...

    - O velho truque do chute não, imbecil! - Guardou o baralho no bolso a tempo de desviar-se e dar um bom soco na cara do agressor. Mas Madness não era tão fraco como aparentava, recuperou-se da pancada e agarrou Capone num arranque. Derrubando os dois. Rolaram no chão, trocando socos. Thommy estava em desvantagem, Edward estava por cima e o cara era forte, não seria fácil sair dali.

    - - - - Conseguiu liberar seu braço direito, apalpou suas calças. Sentiu três objestos redondos em sua pele: suas boletas de vidro. Seria uma desperdício usá-las ali, mas era preciso. Num impulso Thomas trocou de posição com o louco, agora ele estava por cima, fechou a mão em volta da bola e a energizou. Ela explodiria ali. - Hey, fedorento... - Cochichou no ouvido do adversário enquanto o imobilizava-... eu não gosto de usar isso em combates, mas você merece....-alojou a boleta, entre a camiseta e a pele do peito de Edward.

    - - - - Uma explosão fabulosa! Mas não mortal. Thomas queria fazê-lo sofrer, e não matar.
    - - - - Obeservou a explosão de cima, já que levantara antes da boleta explodir. A raiva reinava em seu ser, faria aquele desgraçado sentir o triplo de dor que sentira em seus bagos.
    - Ué, não vai levantantar-se?- disse, desenhoso- Eu ainda tenho um baralho inteiro pra gastar com você, idiota! Mas me responda: Quem és tu, óh valente adversário?-disse, brincalhão, fazendo uma reverência, como um cavaleiro . Afinal, aquela dúvida tomava conta de seu cérebro: quem era aquele cara, aquele rosto desconhecido? Os movimentos eram familiares, mas, mesmo assim, ainda era uma incógnita - ...Preciso de um nome para botar na sua lápide, dude!

    - - - - A Chuva aumentara. Obra de cataclisma. Cada gota caía com uma força tremenda. Cada gota encharcava os adversários. Porém a chuva não atrapalhava Lehnsherr, ao contrário, o revigorava. Sentia que sua energia, cinética ou não, explodiria cada molécula daquele desgraçado desconhecido. Sentia a adrenalina inundando seu cérebro, correndo veloz em sangue.

    - - - - Uma ideia ocrreu-lhe: não explodiria mais os bagos do desconhecido: cortaria. E o faria comer, o faria engoloir seu próprio maldito, ordinário, desgraçado e fétido bago
 

By Diego Paulino
It's been a long time coming
Such a long long time
And I can't stop running


Depois que me mudei pra Sidney, para viver e conviver com 'seres' como eu, tive muito tempo sozinha. Falar era algo raro, às vezes creio que esqueci o som de minha própria voz. Não fazia diferença emitir qualquer nota por minhas pregas vocais; eu somente pensava e refletia...Refletia sobre o passado e não sobre o futuro - minha vida humana fora no passado. Recordava-me de Louise...se aquilo não tivesse acontecido, se eu não a tivesse tocado, ela já estaria com 11 anos?! Pobre Louise.
Por quê a manifestação forte teve de ocorrer com Louise, com um bebê, com minha irmã?! E eu digo forte, pois, depois de muito reletir sobre minha vida acho que já tive manifestações mutantes mais fracas, mas eu nunca tinha as considerado.

Lembro de uma vez, num dia de verão, estava quente, demais pro meu gosto. Eu devia ter uns 14, 15 anos, não mais que isso. E uns amigos vieram em casa, pra nadar na piscina; eu os tinha convidado. Gostava de ter os amigos por perto. Afinal, eu nunca tinha feito parte de um grupo de amigos, sabe, daqueles que lembram de você quando marcam algo? Então, pela primeira vez meu grupo era assim. Éramos em 3 meninas e 4 garotos, tinhamos mais ou menos a mesma idade e a mesma condição sócio-econômica, os nomes não são importantes. A não ser o de King, James King. Ele era o garoto mais bonito dos quais conhecia, e eu tinha uma queda por ele, acho que ele sentia alguma atração por mim também, ele era mais experiente, eu acho, talvez tivesse segundas intenções... Mas nunca tinha acontecido nada entre nós até aquele dia. Éramos amigos, acima de tudo...
Depois do lanche, fomos para a piscina e ,quando o sol estava brilhando mais forte do que nunca, isso é, umas 2 da tarde, todos estavam na piscina, brincando, exceto eu e Jimmy. Ficamos conversando na beira, com apenas os pés na água. Ele era inteligente e tinha um humor incrível - essas caracteristicas sempre andam juntas, na minha opinião - e me fazia rir como uma criança boba num circo. Como em todo bom diálogo, chega uma momento que o assunto morre, se esconde, e as únicas coisas que ouvimos são a respiração um do outro...Nesse recesso de palavras, King pegou em minha mão, que estava distraidamente apoiada no chão.
Eu me arrepiei de surpresa. E com um súbito formigamento em minha mão.
Ele, de frio. E tirou imediatamente a mão da minha.

- O que foi, Jimmy?
- Não, nada... Esquece - e repôs a mão sobre a minha.
- Pode falar, o que aconteceu? - insisti
- Não, nada...É, que quando eu te toquei, minha mão ficou gelada...
- Como?!
- É, é estranho, segurei sua mão e ela ficou gelada, tive a impressão que o calor escorria por meus dedos...
- Você tá me chamando de estranha?! - fiz uma cara de ultraje. E tirei minha mão de perto da dele
- Não, Aimée, não é nada isso, é que...
- É que o quê?!
- É gostosa, a sensação, entende?Ainda mais nesse calor, ha-ha.
Não consegui responder, fiquei feliz e assutada, eu havia causado prazer em um garoto, mesmo não tendo sido eu, devia ter sido algum fenômeno de física, choque térmico, não sei.
- Gostoso? - Repus a mão sobre sua
- Sim... - e ele passou os braços por cima de meus ombros.Senti outro formigamento, agora na altura do pescoço.
E finalmente nos beijamos.

Eu nunca disse nada sobre o formigamento em minha mão, não achei necessário. As sensações dos momentos em que ficamos em contato físico fizeram-me esquecer de tal bobagem. A única coisa que ainda mexia um pouco com minha mente é que ele disse que, esporadicamente, quando me tocava, ainda sentia a mesma sensação de drenagem de calor; nunca levamos isso muito à sério.

Mas hoje, madura e sabendo da minha condição de mutante. Creio que aquela foi uma pequena manifestação do Gene X.
Fico feliz por isso, fiquei grata por ter chegado a essa conclusão. Agora sei que meu primeiro feito como mutante não foi matar um bebê.Meu primeiro feito em minha nova condição não foi me transformar em uma assassina. Meu primeiro feito como mutante não foi a desestruturação de minha família.

E isso faz uma grande diferença em como eu encaro o mundo mutante: Não como um mundo assassino, mas, sim, um mundo novo, que pode fazê-lo sofrer, mas pode causar-lhe algum prazer.
Humanos são tolos em achar que somos diferentes, já que pertencemos a mundos tão semelhantes e interligados.
Somos galhos de uma mesma árvore.
 

By Diego Paulino
"Um herói em épocas violentas vira um assassino em série num mundo pacifíco."
Liza Hawkeye

Adaptado de Fullmetal Alchemist, Volume 16, Capítulo 62: 'Além do Sonho'
 

Aquele que não sabe a própria língua

By Diego Paulino
Eu vejo, ouço, sinto, falo. Mas não me comunico.
Sinto a vontade de escrever, sinto a necessidade.
Os pensamentos...As ideias se condensam em minha mente, tormam a forma de palavras intelegíveis...Mas, no momento de descerem como um rio de água quente por meu braço e desaguar por meus dedos, transformando em realidade o imaginário, o fluxo encontra uma barreira instransponível. Trava. Não passa. Sinto formigamento incessante, meus dedos coçam pra escrever, mas não conseguem.
Angústia.
Sim, essa é a palavra que descreve o sentimento em que sou envolto quando não consigo me comunicar da maneira que quero. É horrível ser incapaz de comunicar-se. Me sinto como um brasileiro que, por algum motivo, esqueceu como se fala português.
 

EU SEI

Category: , , , By Diego Paulino
... que pelo menos tentei. Cheguei ao meu limite.



"E se eu for o prmeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?
Ah, olha, se não sou eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão...

Ah, se o que sou, é também o que eu escolhi ser...
Aceito a condição.

Vou levando assim, que o acaso é amigo do coração, quando falo comigo
Quando sei ouvir..."
 

The hardest part

Category: , By Diego Paulino
Quando você mora fora, numa cidade estranha e saiu de casa pra estudar e ir atrás dum sonho , é difícil.
Mas quando você volta para sua cidade, revê seus amigos e família, e sabe que tem de abandoná-los outra vez, é mais difícil ainda.
Toda satisfação e felicidade da chegada transformam-se em angústia, lágrimas e saudade antecipada na saída.
 

Adultério

By Diego Paulino
Com aquele cheiro entorpecente
com seus fartos seios
e seu jeito de serpente.
ela me pegou em anseio

Sussurrando palavras bobas
seduzindo-me de maneira singular
fiquei perdido, zonzo; à toa
parte de mim queria fugir; outra, beijar.

Não sei se era boa ou ruim
Aquela dúvida estranha:
Mergulhar no prazer sem fim?
ou me desviar da façanha?

Aquela mulher me endoidecia
eu era fraco e nem um pouco sagaz...
Fui vítima de sua supremacia
Era certo: da fuga não era capaz.

PS- Primeiro 'poema' que escrevo, e o que vale é a intenção, haha
 

Sangue e suor

Category: , , By Diego Paulino
E então ele começou a correr.
Não ousava olhar para trás.
Apenas Corria.
Ofegava.
Tropeçava.
Caía.
Seu corpo não aguentava mais, estava a ponto de entrar em colapso. Sua garganta ardia e sangrava, aquele sabor de ferrugem penetrava em sua língua, em sua têmpora o suor escorria...
Mas ele não poderia parar de correr.
Mesmo com todos aqueles vultos sinistros no caminho, mesmo com aquilo em seu encalço, ele não poderia parar jamais.
Respirou fundo; tirou forças de sua vontade de vencer e aumentou ainda mais a corrida.
Nem aquelas pedras no caminho derrubar-lhe-iam. A vontade de chegar ao final do caminho era gigantesca, a vontade de chegar ao lugar que a placa no inicio da estrada indicava era inenárravel.

Ele alcançaria seu futuro, veria que os vultos nada mais eram que angústias bobas, e deixaria o medo para trás. Venceria
 

Sobre a proposta do Blog.

Category: By Diego Paulino
Esse é o meu segundo Blog, o primeiro que criei, o Várias Variáveis, era um blog conjunto e não deu certo.

Então resolvi criar o Desate o Nó ( que teve seu nome tirado da música ando só, dos Engenheiros) o criei com a intenção de ser uma espécie de vitrine para minhas crônicas e meus contos.
No começo foi assim, mas é quase impossível você não escrever sobre você mesmo. Eu não queria tranformar o blog numa espécie de Diário, nunca gostei disso, e acho que ninguém leria algo do meu cotidiano que não fosse suficientemente interessante para ser contado.
Mas eu estou satisfeito com minha página. Tenho cuidado dela e sempre que posso - e tenho a bendita inspiração- posto algo. Não tenho uma frequência, acho que sou até meio relapso com isso.
E tenho certeza que isso vai piorar, porque vou mudar para outra cidade e começarei a faculdade, e isso vai ser pauleira.

Também estou com 2 projetos: A Mácula: que conta a história de Veronika Anne Vertov: é um romance policial com toques sobrenaturais e/ou paranormais. Não posso dar mais detalhes que nem mesmo eu sei onde tudo vai parar, é tudo meio nebuloso no meu cérebro
E tenho também o Inferno Astral - é uma historieta de 10 capítulos que evoluiu de uma redação no final do meu Segundo Ensino Médio, tem uma linguagem, digamos, meio que infantil e deve ter uns errinhos de português- afinal, naquela época eu não sabia usar vírgula direito.

Confesso que fiquei surpreso comigo mesmo, em relação a como o blog evoluiu, sempre com visitantes e pessoas elogiando meus textos - mesmo eu os achando, às vezes, nem tão bons assim. Essa página serve como uma espécie de válvula de escape, uma saída de emergência, quando escrevo fico aliviado. Claro que eu converso com meus amigos, eu sei que tenho com quem conversar e isso é gratificante, me orgulho de ter os amigos que tenho - e esse é um dos itens com mais peso na lista de contras de ir embora da cidade...Mas esse não é o foco do post, haha.

Enfim, eu vou tentar ao máximo ficar presente aqui no Desate o Nó e tentarei levar os projetos dos contos pra frente ( mesmo com o inferno astral que está terminado, ainda existem muitos ganchos para histórias paralelas)

E uma última coisa, eu estabeli uma 'meta': até o final da semana eu posto algo com todas as minhas expectativas para a faculdade e minha nova vida. E, no final de semana da semana do dia 3, eu tentarei postar algo com a impressões-pós-primeira-semana-de-aula. É mais um projeto, um objetivo, uma meta. Simples assim. Gosto de metas, parece que assim eu evoluo.

É isso.
 

Irracional

Category: , , By Diego Paulino
Eu sei que é pro meu bem. Eu sei que será melhor pra mim. Eu sei de tudo isso.
Mas mesmo assim ainda tenho aquele buraco no peito, aquela dor inenarrável que crava, que se enterra no chão dessa cidade do interior de Sao Paulo, e repete, como um eco 'não vá'.
Eu sei que tenho que me desapegar, eu sei que é isso que eu quero.
Mas o buraco, os ganchos, a (sub) consciência tem medo. Sinto medo. Medo de perder, de errar, de largar tudo pra trás. Medo de perder tudo...E todos.
Tenho a sensação de que sou um animal lutando contra os seus próprios instintos. É horrível, é ruim sentir isso...É angustiante.

"It's just another day, nothing in my way
I don't wanna go, i don't wanna stay
So there's nothing left to say?"
 

Estrelas

Category: , , By Diego Paulino
- Você consegue ver isso, Rocco?
- O quê? - eu perguntei, olhando para onde ela apontava com os dedos.
- Essa imensidão, Rocco!
- Você fumou algo hoje, Lou?- eu disse, eu tom de ironia, por que sabia que ela não fumava nada.
Estávamos lá, deitados no gramado de uma colina desde a tardezinha, e agora as estrelas começavam a apontar no firmamento, as olhavamos, simplesmente olhavamos, gostávamos de ficar ali ouvindo a respiração um do outro, aquilo me acalmava. Ouvi-la respirar; respira...expira...inspira...ah...
- Claro que não fumei, você sabe que não gosto dessas coisas!Mas, Rocco, olhe para tudo isso, para essas estrelas! - ela sentou-se no gramado - olhe, somos tão pequenos, tão insignificantes em relação a tudo isso!
- Realmente, Louise - eu me sentei também - Somos insetos em relação a essa magnitude - aprendi essa palavra hoje - Somos tão pequenos, tão, tão microscópicos!
- Pois é, Rocco...
- Sabe, Lou, eu acho que nós, humanos, não devíamos estar nesse mundo.
- Porquê?
- Nós detruímos tudo, desde que descobrimos a pólvora só sabemos guerrear,só sabemos atear fogo em qualquer coisa que achamos que é inflamável. Nós queremos tudo, somos seres movidos pela ganância - Com a mão direita, fiz um gesto, como se estivesse com a Lua na palma de minha mão.
- ...
- Isso me revolta! Às vezes sinto ojeriza, por ser humano!
- Calma, Rocco, lembra-se do assunto principal, as estrelas?!
- O ser humano é uma experiência, que, definitivamente, não deu certo.
- Rô...
- O que foi, Louise? - Disse rispidamente, pois ainda estava sobe o efeito da raiva repentina
- Eu te amo. Tanto! - sussurou
- Idem...
- Look at the stars, look how they shine for you, and everything you do!Yeah, they were all yellow! - Ela começou a cantarolar, levantou-se de vez e estendeu os braços, como se quisesse ser levada pela brisa
- Louise...- eu me levantei - você e suas músicas - eu disse, calmo, ignorando seu inglês.
- Shiiu- ela se aproximou e pôs o dedo indicador em meus labios, duma forma carinhosa.

Daquele momento em diante iríamos falar outra língua, a dos amantes.

"Your skin
Oh yeah, your skin and bones,
Turn into something beautiful,
Do you know?
You know I love you so,
You know I love you so!
(...)
It's true, look how they shine for you..."



Ps- estava com saudade de escrever contos, ou crônicas. Enfim!
 

Crer ou não crer? Eis a questão.

Category: , , By Diego Paulino
Deus, Destino e Livre-arbítrio: três palavras impossíveis de serem usadas numa mesma frase sem causar contradições.

Pra começar, as pessoas recorrem a Deus por qualquer coisa, e, quando não recorrem pro Chefão-mor do Céu, vão para seus subordinados: os santos. Tem santo pra tudo quanto é coisa: causas perdidas, casamento, dinhero, doença, mega-sena, computador quebrado, gripe do cachorro, etc.
Mas se paramos pra pensar no porquê disso, entramos em um labirinto:

Se uma pessoa reza pra Deus pra curar a enfermidade de alguém, incoscientemente esta pessoa crê que Deus tem uma pontinha de culpa na doença em questão, que Deus escolheu aquela pessoa pra ficar doente, não é?Falando assim, pode soar meio estranho, e , talvez, forte, mas é a pura verdade. E não sou quem diz, isso é filosofia.

Segundo: Se Deus pode mandar e desmandar quando eu fico doente ou não, quer dizer que eu não tenho livre-arbítrio, pois, pelo que eu saiba, livre-arbítrio é eu fazer o que eu bem entender de minha vida. Mas então, pelos padrões do Deus-mandão eu vou ficar doente por que não fui um garoto bom, e não por que eu não lavei bem as mãos antes de comer.

Terceiro: Destino. Não gosto de acreditar em destino,prefiro não acreditar em destino; pois sou a favor do livre-arbítrio, não creio que alguém nasça pré-disposto a algo. Não creio que haja uma força que nos guie para os caminhos errados ou certos. Acredito, sim, que cada um tem o poder de escolha; de tornar a sua vida no que bem entender. Deus não interfere na vida dos humanos, não somos como um jogo gigante de xadrez onde ele mexe as peças de maneira que Ele bem entende. É mais como um filme, onde tudo acontece sem ninguém interferir.
Em suma, o destino é a grande desculpa da humanidade; quando dá algo errado em nossas vida é muito mais cômodo falar: 'não era pra ser meu.' 'Deus quis assim.' 'Vai chegar minha hora.' À assumir que você é humano e é errante. Errou? Levante e Ande. 'Temos duas pernas pra poder seguir em frente'

Lendo isso, talvez dê a impressão que eu seja ateu. Na verdade, eu não sei o que sou, não sei se acredito ou não.
Como a maioria dos habitantes do maior país católico do mundo, eu era dessa religião. Mas, depois de começar a estudar história e ver as atrocidades da igreja no passado, me desliguei dela.
Depois disso já me intitulei agnóstico, mas, hoje, não mais. Prefiro dizer que não sei.
Dentre todas idéias de divindades, a que mais me agrada faz parte dos conceitos orientais, aqueles que dizem que Deus ou O mundo ou O universo ou A verdade ou Tudo ou Nada ou O cosmos é uma coisa só: Tudo está intrelaçado duma forma tão complicada que é invisível à olho nu. Eu sou Deus, Deus sou eu, as pessoas são seus próprios deuses. Eu sou essas letras digitadas, eu sou cada ponto, cada acento, cada vírgula que digo. Eu sou tudo ou nada. O Tudo é uma coisa só, não há divisão. E o mais incrível disso, é que estamos inclusos nesse fluxo de magnitude inenárravel, fazemos parte disso, somos isso.
Tampouco, não existe um ser onipotente, onisciente e onipresente que controla nossas vidas como num jogo.(lembram-se do Xadrez?)Se fosse assim, Deus seria o cara mais egoísta que jamais conheci e o mundo seria um lugar equilibrado, previsível e chato. Se fosse assim, guerras não existiriam, não existiria fome, catastrófes e desigualdades no mundo; Mas o mundo não é assim, ele é torto! Por isso que é emocionante e radical. A vida é um esporte radical, dos mais perigosos, por sinal...

O Post já ficou grande demais pro meu gosto, e eu ainda continuo com a sensação de que esqueci de algo, talvez retome esse assunto mais pra frente.... Ou Não.
Enfim, é sempre bom lembrar que não estamos presos a religiões, padrões e paradigmas como a Terra está presa à sua órbita ao redor do Sol. Somos seres pensantes, é sempre bom ter seu ponto de vista. Somos humanos logo questionamos. Não se reprima: pergunte, questione, critique. Faz Bem.

playList: The killers, Engenheiros, Los Hermanos e Velhas Virgens.
 

Definições

Category: By Diego Paulino
;ana diz:
eu percebi isso...
que vc é bem fechado, em relação a isso
não tem muito de história de rolo
eu acho vc muito centrado
vc é bem objtivo
resolvido
claro
seguro
acho que além de crítico, vc é seguro e auto suficiente
' diegopaulino diz:
nossa. quantas definições
mas seguro e autossuficciente, em que sentido? não entendi direito
;ana diz:
tipo
tem muita gente que precisa de alguém pra se apoiar
pra se achar alguém
vc não...
é como se vc se conhecesse bem o suficiente pra ser maduro, em relação a sentimentos e relacionamentos
(...)
;ana diz:
é por que eu queria ser alguém inesquecivel
alguém diferente
' diegopaulino diz:
alguem que deixa uma marca nas pessoas ...
' diegopaulino diz:
eu acho que devo fazer isso incoscientimente tb, como meu amigo raul diz : 'ê diegão, pqp, é até ruim sair junto com vc, vc conhece muita gente, pô! e as pessoas que te vem fazem questão de vir te cumprimentar, abraçar e tal. não é um 'tchauzinho' de longe'
acho que sou querido,
e eu gosto disso
é minha forma de marcar as pessoas
;ana diz :
vc é uma pessoa incrível, diego
realmente


(...)
 

Criticando

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Se na ditadura o Brasil passou por um de seus períodos mais sombrios, onde pessoas simplesmente sumiam nos porões do governo opressivo, e familiares, amigos, desconhecidos ou mesmo rebeldes sem-causa clamavam pela anistia, pelo perdão daqueles que defenderam seu ponto de vista, que não se influenciaram com idéias alheias, que foram da chamada “contracultura”; hoje passamos pela ditadura econômica que as superpotências nos impõem.
Somos totalmente dependentes dos ditos países de primeiro mundo, de seu capital – se uma borboleta bate as asas de uma maneira diferente lá, no “mundo desenvolvido”, aqui, no “submundo”, pode-se até gerar um furacão. Chega a ser ridículo.
Há também quem diga que é impossível se livrar dessa situação. Onde manda quem pode; obedece quem tem juízo. Enfim, sem delongas, entre o Brasil de ontem – de censuras, exílio, torturas – e o de hoje – dos paraísos fiscais, metróploes e desigualdades sociais – prefiro o Brasil do amanhã, o que está por vir, que nem maneira de nomeá-lo há, pois o que eu desejo ainda não tem nome – só para citar Lispector.