... que pelo menos tentei. Cheguei ao meu limite.
"E se eu for o prmeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?
Ah, olha, se não sou eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão...
Ah, se o que sou, é também o que eu escolhi ser...
Aceito a condição.
Vou levando assim, que o acaso é amigo do coração, quando falo comigo
Quando sei ouvir..."
Quando você mora fora, numa cidade estranha e saiu de casa pra estudar e ir atrás dum sonho , é difícil.
Mas quando você volta para sua cidade, revê seus amigos e família, e sabe que tem de abandoná-los outra vez, é mais difícil ainda.
Toda satisfação e felicidade da chegada transformam-se em angústia, lágrimas e saudade antecipada na saída.
E então ele começou a correr.
Não ousava olhar para trás.
Apenas Corria.
Ofegava.
Tropeçava.
Caía.
Seu corpo não aguentava mais, estava a ponto de entrar em colapso. Sua garganta ardia e sangrava, aquele sabor de ferrugem penetrava em sua língua, em sua têmpora o suor escorria...
Mas ele não poderia parar de correr.
Mesmo com todos aqueles vultos sinistros no caminho, mesmo com aquilo em seu encalço, ele não poderia parar jamais.
Respirou fundo; tirou forças de sua vontade de vencer e aumentou ainda mais a corrida.
Nem aquelas pedras no caminho derrubar-lhe-iam. A vontade de chegar ao final do caminho era gigantesca, a vontade de chegar ao lugar que a placa no inicio da estrada indicava era inenárravel.
Ele alcançaria seu futuro, veria que os vultos nada mais eram que angústias bobas, e deixaria o medo para trás. Venceria
Esse é o meu segundo Blog, o primeiro que criei, o
Várias Variáveis, era um blog conjunto e não deu certo.
Então resolvi criar o
Desate o Nó ( que teve seu nome tirado da música
ando só, dos Engenheiros) o criei com a intenção de ser uma espécie de vitrine para minhas crônicas e meus contos.
No começo foi assim, mas é quase impossível você não escrever sobre você mesmo. Eu não queria tranformar o blog numa espécie de Diário, nunca gostei disso, e acho que ninguém leria algo do meu cotidiano que não fosse suficientemente interessante para ser contado.
Mas eu estou satisfeito com minha página. Tenho cuidado dela e sempre que posso - e tenho a bendita inspiração- posto algo. Não tenho uma frequência, acho que sou até meio relapso com isso.
E tenho certeza que isso vai piorar, porque vou mudar para outra cidade e começarei a faculdade, e isso vai ser pauleira.
Também estou com 2 projetos:
A Mácula: que conta a história de Veronika Anne Vertov: é um romance policial com toques sobrenaturais e/ou paranormais. Não posso dar mais detalhes que nem mesmo eu sei onde tudo vai parar, é tudo meio nebuloso no meu cérebro
E tenho também o
Inferno Astral - é uma historieta de 10 capítulos que evoluiu de uma redação no final do meu Segundo Ensino Médio, tem uma linguagem, digamos, meio que infantil e deve ter uns errinhos de português- afinal, naquela época eu não sabia usar vírgula direito.
Confesso que fiquei surpreso comigo mesmo, em relação a como o blog evoluiu, sempre com visitantes e pessoas elogiando meus textos - mesmo eu os achando, às vezes, nem tão bons assim. Essa página serve como uma espécie de válvula de escape, uma saída de emergência, quando escrevo fico aliviado. Claro que eu converso com meus amigos, eu sei que tenho com quem conversar e isso é gratificante, me orgulho de ter os amigos que tenho - e esse é um dos itens com mais peso na lista de contras de ir embora da cidade...Mas esse não é o foco do post, haha.
Enfim, eu vou tentar ao máximo ficar presente aqui no
Desate o Nó e tentarei levar os projetos dos contos pra frente ( mesmo com o inferno astral que está terminado, ainda existem muitos ganchos para histórias paralelas)
E uma última coisa, eu estabeli uma 'meta': até o final da semana eu posto algo com todas as minhas expectativas para a faculdade e minha nova vida. E, no final de semana da semana do dia 3, eu tentarei postar algo com a
impressões-pós-primeira-semana-de-aula. É mais um projeto, um objetivo, uma meta. Simples assim. Gosto de metas, parece que assim eu evoluo.
É isso.
Eu sei que é pro meu bem. Eu sei que será melhor pra mim. Eu sei de tudo isso.
Mas mesmo assim ainda tenho aquele buraco no peito, aquela dor inenarrável que crava, que se enterra no chão dessa cidade do interior de Sao Paulo, e repete, como um eco 'não vá'.
Eu sei que tenho que me desapegar, eu sei que é isso que eu quero.
Mas o buraco, os ganchos, a (sub) consciência tem medo. Sinto medo. Medo de perder, de errar, de largar tudo pra trás. Medo de perder tudo...E
todos.
Tenho a sensação de que sou um animal lutando contra os seus próprios instintos. É horrível, é ruim sentir isso...É angustiante.
"It's just another day, nothing in my way
I don't wanna go, i don't wanna stay
So there's nothing left to say?"
Deus, Destino e Livre-arbítrio: três palavras impossíveis de serem usadas numa mesma frase sem causar contradições.
Pra começar, as pessoas recorrem a Deus por qualquer coisa, e, quando não recorrem pro Chefão-mor do Céu, vão para seus subordinados: os santos. Tem santo pra tudo quanto é coisa: causas perdidas, casamento, dinhero, doença, mega-sena, computador quebrado, gripe do cachorro, etc.
Mas se paramos pra pensar no porquê disso, entramos em um labirinto:
Se uma pessoa reza pra Deus pra curar a enfermidade de alguém, incoscientemente esta pessoa crê que Deus tem uma pontinha de culpa na doença em questão, que Deus escolheu aquela pessoa pra ficar doente, não é?Falando assim, pode soar meio estranho, e , talvez, forte, mas é a pura verdade. E não sou quem diz, isso é filosofia.
Segundo: Se Deus pode mandar e desmandar quando eu fico doente ou não, quer dizer que eu não tenho livre-arbítrio, pois, pelo que eu saiba, livre-arbítrio é eu fazer o que eu bem entender de minha vida. Mas então, pelos padrões do Deus-mandão eu vou ficar doente por que não fui um garoto bom, e não por que eu não lavei bem as mãos antes de comer.
Terceiro: Destino. Não gosto de acreditar em destino,prefiro não acreditar em destino; pois sou a favor do livre-arbítrio, não creio que alguém nasça pré-disposto a algo. Não creio que haja uma força que nos guie para os caminhos errados ou certos. Acredito, sim, que cada um tem o poder de escolha; de tornar a sua vida no que bem entender. Deus não interfere na vida dos humanos, não somos como um jogo gigante de xadrez onde ele mexe as peças de maneira que Ele bem entende. É mais como um filme, onde tudo acontece sem ninguém interferir.
Em suma, o destino é a grande desculpa da humanidade; quando dá algo errado em nossas vida é muito mais cômodo falar: 'não era pra ser meu.' 'Deus quis assim.' 'Vai chegar minha hora.' À assumir que você é humano e é errante. Errou? Levante e Ande. 'Temos duas pernas pra poder seguir em frente'
Lendo isso, talvez dê a impressão que eu seja ateu. Na verdade, eu não sei o que sou, não sei se acredito ou não.
Como a maioria dos habitantes do maior país católico do mundo, eu era dessa religião. Mas, depois de começar a estudar história e ver as atrocidades da igreja no passado, me desliguei dela.
Depois disso já me intitulei agnóstico, mas, hoje, não mais. Prefiro dizer que não sei.
Dentre todas idéias de divindades, a que mais me agrada faz parte dos conceitos orientais, aqueles que dizem que Deus ou O mundo ou O universo ou A verdade ou Tudo ou Nada ou O cosmos é uma coisa só: Tudo está intrelaçado duma forma tão complicada que é invisível à olho nu. Eu sou Deus, Deus sou eu, as pessoas são seus próprios deuses. Eu sou essas letras digitadas, eu sou cada ponto, cada acento, cada vírgula que digo. Eu sou tudo ou nada. O Tudo é uma coisa só, não há divisão. E o mais incrível disso, é que estamos inclusos nesse fluxo de magnitude inenárravel, fazemos parte disso, somos isso.
Tampouco, não existe um ser onipotente, onisciente e onipresente que controla nossas vidas como num jogo.(lembram-se do Xadrez?)Se fosse assim, Deus seria o cara mais egoísta que jamais conheci e o mundo seria um lugar equilibrado, previsível e chato. Se fosse assim, guerras não existiriam, não existiria fome, catastrófes e desigualdades no mundo; Mas o mundo não é assim, ele é torto! Por isso que é emocionante e radical. A vida é um esporte radical, dos mais perigosos, por sinal...
O Post já ficou grande demais pro meu gosto, e eu ainda continuo com a sensação de que esqueci de algo, talvez retome esse assunto mais pra frente.... Ou Não.
Enfim, é sempre bom lembrar que não estamos presos a religiões, padrões e paradigmas como a Terra está presa à sua órbita ao redor do Sol. Somos seres pensantes, é sempre bom ter seu ponto de vista. Somos humanos logo questionamos. Não se reprima: pergunte, questione, critique. Faz Bem.
playList: The killers, Engenheiros, Los Hermanos e Velhas Virgens.
;ana diz:
eu percebi isso...
que vc é bem fechado, em relação a isso
não tem muito de história de rolo
eu acho vc muito centrado
vc é bem objtivo
resolvido
claro
seguro
acho que além de crítico, vc é seguro e auto suficiente
' diegopaulino diz:
nossa. quantas definições
mas seguro e autossuficciente, em que sentido? não entendi direito
;ana diz:
tipo
tem muita gente que precisa de alguém pra se apoiar
pra se achar alguém
vc não...
é como se vc se conhecesse bem o suficiente pra ser maduro, em relação a sentimentos e relacionamentos
(...)
;ana diz:
é por que eu queria ser alguém inesquecivel
alguém diferente
' diegopaulino diz:
alguem que deixa uma marca nas pessoas ...
' diegopaulino diz:
eu acho que devo fazer isso incoscientimente tb, como meu amigo raul diz : 'ê diegão, pqp, é até ruim sair junto com vc, vc conhece muita gente, pô! e as pessoas que te vem fazem questão de vir te cumprimentar, abraçar e tal. não é um 'tchauzinho' de longe'
acho que sou querido,
e eu gosto disso
é minha forma de marcar as pessoas
;ana diz :
vc é uma pessoa incrível, diego
realmente
(...)
Se na ditadura o Brasil passou por um de seus períodos mais sombrios, onde pessoas simplesmente sumiam nos porões do governo opressivo, e familiares, amigos, desconhecidos ou mesmo rebeldes sem-causa clamavam pela anistia, pelo perdão daqueles que defenderam seu ponto de vista, que não se influenciaram com idéias alheias, que foram da chamada “contracultura”; hoje passamos pela ditadura econômica que as superpotências nos impõem.
Somos totalmente dependentes dos ditos países de primeiro mundo, de seu capital – se uma borboleta bate as asas de uma maneira diferente lá, no “mundo desenvolvido”, aqui, no “submundo”, pode-se até gerar um furacão. Chega a ser ridículo.
Há também quem diga que é impossível se livrar dessa situação. Onde manda quem pode; obedece quem tem juízo. Enfim, sem delongas, entre o Brasil de ontem – de censuras, exílio, torturas – e o de hoje – dos paraísos fiscais, metróploes e desigualdades sociais – prefiro o Brasil do amanhã, o que está por vir, que nem maneira de nomeá-lo há, pois o que eu desejo ainda não tem nome – só para citar Lispector.
É, as pessoas mudam.
Hoje você é é algo diferente do que era ontem.
mas você sabe se será algo amanhã diferente do que é hoje.?
Aí que está o grande divisor de pessoas:
Há aquelas que mudam, evoluem.
E há aquelas que ficam estacadas.
Não existe esse negócio de passado, presente e futuro. Ou melhor, até existe, mas não é algo dividido, como setores de uma linha de produção: é uma reta. Uma linha de evolução, crescimento, ou seja lá o que for. Mas o foco não é a divisão do tempo, mas, sim que sou hoje algo melhor que ontem, mas nada, NADA, garante-me que serei algo melhor amanhã. Só resta-me a vontade de querer melhorar sem a certeza de conseguir.Mas vou me esforçando...Não quero aumentar o grupo das pessoas em forma de estacas. Paradas.Mortas.
E não é que recebi meu pedido?!
Dia 2 de Julho volto mais uma vez à São Paulo, será quarta em menos de um mês, para, enfim, efetuar minha matricula no curso de Jornalismo!
Eu consegui bolsa integral pelo Prouni (uma das únicas coisas boas do Governo Lula) e, se tudo correr bem, na pior das previsões em agosto to morando em São Paulo.
Vou com a cara e com a coragem, sair de uma cidade do interior do estado com pouco mais de 80 mil habitantes e me aventurar na maior cidade do país.
O medo de deixar família e amigos claro que existe, mas, por enquanto tratarei de alojá-lo num canto bem remoto de meu cérebro e me dedicar ao máximo.Vou com vontade, pensando positivo para que tudo dê certo, que eu consiga me graduar em jornalismo e ser bem-sucedido no ramo.
Mas é isso, chegou a hora de andar com as minhas próprias pernas.
Riscar a palavra medo do vocabulário.
Afinal, quem não arrisca, não petisca.
Diferente dos textos que escrevo, hoje vou desabafar. Cuspir todo inconformismo, repugnância, ojeriza e sinônimos que tenho com a prefeitura de minha cidade.
Pra começar, a prefeitura da Ilustríssima Cidade de Leme, Interior de São Paulo, tem um lindo projeto pra inglês ver, no qual eles fecham convênio com alguma escola que oferece cursinho pré-vestibular e dão 100 bolsas para alunos que passarem num concurso.
Eu fiz essa prova, passei. Aliás, nem tinha como não passar, a prova era ridícula. A avaliação tinha a duração de 3 horas, eu a fiz em 50 min, e ainda passei em 26°.
Uma semana depois, eu fui à assistência social, pra ver o resultado da tal prova, a surpresa: Meu nome não estava na lista de classificados, mas como?
Fui conversar com a responsável pelas inscrições e essas foram as palavras daquela mulher: " Meu bem, você passou, mas foi desclassificado pela sua renda, ela ultrapassa o limite em 200 reais"
Eu fiquei perplexo, mesmo com uma ótima colocação, levando em conta o total de bolsas oferecidas, eu perdi a minha vaga por ganhar 200 reais a mais? Eu corri atrás dos meus direitos, aleguei que, se me deixaram fazer a inscrição para o tal concurso, eu já estava pré-selecionado (por que eu tive que apresentar minha renda no ato de inscrição). Ninguém me entendeu, e ainda insinuaram que eu estava mentindo, e que eu devia ter mentido sobre a renda.
Ô Brasilzão esse nosso! Tudo funciona à base da mentira! Mas, mesmo com toda essa confusão, eu consegui tirar algumas conclusões:
- Não seja honesto, pelo menos no Brasil. Ou melhor, em Leme.
- É crime ter um pouco a mais, ser honesto e relativamente inteligente
- Nasça miserável e burro (ou finja ser). Você conseguirá tudo o que quer.
- Nunca corra atrás de seus direitos. No final, insinuarão que você é um mentiroso.
Desfecho: Eu não vou fazer meu curso de inglês por que tenho que pagar o cursinho, mas uma coisa é certa, eu vou dar o meu máximo nessas aulas. Não vejo a hora de passar na faculdade e dar o fora de Leme.
É, tá aí , 18 anos, os tão esperados dezoito anos!
Mas o que tem de diferente dos 17, dos 16, quiça, dos 15? Nada. Ou melhor,até tem, agora eu posso beber (legalmente) entrar em bingos( se eles ainda existissem) alugar filmes pornôs ( como se nunca tivesse os obtidos de outras formas) tirar carteira de motorista ( aêêê!) e ser preso ( se necessário).
Mas é só isso, depois daquela grande expectativa dos 18 anos, não há nada de muito interessante, talvez o subconsciente das pessoas crie uma ilusão de que vá acontecer algo extraordinário no momento em que você completar os benditos 18 anos, que você entenderá o motivo da sua existência e que as responsabilidades de ser um adulto (óóó) te atingirão como um raio. Nada disso acontece, na verdade, considero que me tornei um 'adulto' ( repare nas aspas) um pouco depois de completar os 17, ou talvez no decorrer de 2008, não sei, mas foi nessa época que amadureci, cresci, acho que a pressão de estudar-estudar-trablhar( respectivamente) tenha me forçado a crescer, e eu não me arrependo, é bom, e você começa a olhar tudo duma maneira diferente, você começa a reparar na maneira que as pessoas ( da mesma idade, mais novos ou até mesmo mais velhos) são demasiadas infantis, sem objetivos, sem foco; não estou dizendo que me tornei arrogante, só que agora vejo as coisas duma maneira mais madura, e essa transformação de visão, não tem nada a ver com a noite mágica em que você completa 18 anos. Cada um tem seu tempo pra amadurecer, não é somente uma questão sua,mas também das pessoas que te rodeiam, mais ainda dos seus amigos, que são as pessoas que você convive a maior parte do tempo.Amigos maduros, você maduro.
Enfim, cada um tem seu tempo, é fato que existem adultos de 15 e crianças de 40, não se apresse, não queira crescer rápido ou demoradamente demais, espere, a maturitade tá aí, esperando, como uma panela d'agua que começa a entrar em ebulição.
Doze anos de idade. Final da infância começo da pré-adolescência. Também foi a época que eu senti pela a primeira aquele sentimento de falta, nostalgia, de por que não fiz isso?E tudo relacionado a lembranças.
Entro na adolescência, tudo é novo, aquela “explosão de hormônios”, primeiro beijo, sensação de estar curtindo a vida, sensação essa que é falsa, Por quê?Porque agora aquele sentimento que tinha me assombrado há cinco anos começa a voltar, e o pior: em dobro. Tenho a mesma sensação de não ter valido a pena, a mesma sensação de fracasso, a mesma sensação que leva a sua auto-estima a sete palmos debaixo de terra.
O tempo não pára, a infância não volta, muito menos a adolescência; posso até fingir por um tempo que ainda sou uma garotão de 15 anos, mas do que isso terá serventia?Atrasar mais a minha vida? Não, é melhor continuar vivendo, agora com as responsabilidades, preocupações e tudo mais que vem com a bagagem da tal vida adulta.Sei que não sou mais um adolescente onde erros são perdoados, e que o máximo que posso receber é uma bronca ou uma semana sem dinheiro. Agora sou adulto, estou migrando para outra fase da minha vida, deixando as dúvidas da adolescência para trás, “saindo da certeza de um turbilhão para entrar num turbilhão de incertezas”.
A única coisa que peço, que rezo para um Deus que nem mesmo mais sei que acredito ou não, é que essa sensação de fracasso não volte a me assolar daqui a quarenta, cinqüenta anos, quando a morte estiver batendo à porta,por favor.
Somente isso que peço.
Eu não tinha essa mente assim madura, assim insegura, assim confusa.
Eu não tinha esse medo, esse receio.Não, não tinha.
É tudo tão mais fácil quando você é criança e pode fazer de tudo, ou pode não não fazer nada; não há responsabilidades...
Quando olho pra trás me deparo com outra pessoa, é incrível como mudei tanto em tão pouco tempo.
Estou mais seguro, estou mais inseguro, mais verdadeiro, mais farsante; mais contraditório.
A maioridade tá aí, e não sei se acontece com todos, mas junto com a tal vida-adulta vem um certo medo de errar, pois agora serei dono de meu próprio nariz, ao menos na teoria.
Sinto que esse medo está me sufocando a cada dia, e espero que acabar com ele, tirar essa corda de meu pescoço, desatar esse nó; seja mais fácil do que parece.
PS- aos que leram esse post antes de eu o editar, peço desculpas, sempre tive dificuldade com S's e Ç's =/
Eram umas 9 da manhã.
Ele acordou disposto como em todos os dias.Levantou, abriu a janela; o dia estava um pouco nublado, mas ele não se importava, pois tinha certeza, aquele dia nublado refletia totalmente o contrário ao que ele estava sendo nos últimos anos: uma pessoa feliz.
Uma pessoa feliz?Sim, ele achava que era uma pessoa feliz.
Mas o que é ser feliz?
Bom, para ele era sentir o cheiro da garota que ele gosta, vê-la mexendo no cabelo, da maneira que só ela mexia, ser feliz para ele era ler um bom livro, ouvir uma boa musica, ganhar um bom abraço.
Ser feliz pra ele era ver os outros felizes, era fazer alguém se sentir bem, era imaginar que ele fazia falta para alguém, que alguém pensava nele antes de dormir!
Mas o que é felicidade?
Por incrível que pareça, para ele era e é impossível definir felicidade, pode parecer meio contraditório, mas é isso, ele sabe o que é ser feliz, mas não consegue definir a tal da felicidade, definir o óbvio é complicado; é difícil.
A felicidade – como tudo que existe, pode e deve ser observada sob vários prismas, é um sentimento muito subjetivo, tudo dependerá do caráter, da experiência do que para a pessoa foi “ser feliz”, da maneira como você encara a vida!
Como já disse definir o simples é complexo.
Então depois de tantas contradições e reflexões, deixo essa pergunta no ar: Para você o que é ser feliz? O que é felicidade?