... que pelo menos tentei. Cheguei ao meu limite.
"E se eu for o prmeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?
Ah, olha, se não sou eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão...
Ah, se o que sou, é também o que eu escolhi ser...
Aceito a condição.
Vou levando assim, que o acaso é amigo do coração, quando falo comigo
Quando sei ouvir..."
Quando você mora fora, numa cidade estranha e saiu de casa pra estudar e ir atrás dum sonho , é difícil.
Mas quando você volta para sua cidade, revê seus amigos e família, e sabe que tem de abandoná-los outra vez, é mais difícil ainda.
Toda satisfação e felicidade da chegada transformam-se em angústia, lágrimas e saudade antecipada na saída.
E então ele começou a correr.
Não ousava olhar para trás.
Apenas Corria.
Ofegava.
Tropeçava.
Caía.
Seu corpo não aguentava mais, estava a ponto de entrar em colapso. Sua garganta ardia e sangrava, aquele sabor de ferrugem penetrava em sua língua, em sua têmpora o suor escorria...
Mas ele não poderia parar de correr.
Mesmo com todos aqueles vultos sinistros no caminho, mesmo com aquilo em seu encalço, ele não poderia parar jamais.
Respirou fundo; tirou forças de sua vontade de vencer e aumentou ainda mais a corrida.
Nem aquelas pedras no caminho derrubar-lhe-iam. A vontade de chegar ao final do caminho era gigantesca, a vontade de chegar ao lugar que a placa no inicio da estrada indicava era inenárravel.
Ele alcançaria seu futuro, veria que os vultos nada mais eram que angústias bobas, e deixaria o medo para trás. Venceria
Eu sei que é pro meu bem. Eu sei que será melhor pra mim. Eu sei de tudo isso.
Mas mesmo assim ainda tenho aquele buraco no peito, aquela dor inenarrável que crava, que se enterra no chão dessa cidade do interior de Sao Paulo, e repete, como um eco 'não vá'.
Eu sei que tenho que me desapegar, eu sei que é isso que eu quero.
Mas o buraco, os ganchos, a (sub) consciência tem medo. Sinto medo. Medo de perder, de errar, de largar tudo pra trás. Medo de perder tudo...E
todos.
Tenho a sensação de que sou um animal lutando contra os seus próprios instintos. É horrível, é ruim sentir isso...É angustiante.
"It's just another day, nothing in my way
I don't wanna go, i don't wanna stay
So there's nothing left to say?"
Eu não tinha essa mente assim madura, assim insegura, assim confusa.
Eu não tinha esse medo, esse receio.Não, não tinha.
É tudo tão mais fácil quando você é criança e pode fazer de tudo, ou pode não não fazer nada; não há responsabilidades...
Quando olho pra trás me deparo com outra pessoa, é incrível como mudei tanto em tão pouco tempo.
Estou mais seguro, estou mais inseguro, mais verdadeiro, mais farsante; mais contraditório.
A maioridade tá aí, e não sei se acontece com todos, mas junto com a tal vida-adulta vem um certo medo de errar, pois agora serei dono de meu próprio nariz, ao menos na teoria.
Sinto que esse medo está me sufocando a cada dia, e espero que acabar com ele, tirar essa corda de meu pescoço, desatar esse nó; seja mais fácil do que parece.
PS- aos que leram esse post antes de eu o editar, peço desculpas, sempre tive dificuldade com S's e Ç's =/