Desate o nó
num desatino; um desafio.

Segunda parte.

By Diego Paulino
Ana : PARABÉNS MENINOS! Sei como é a sensação e espero que vocês estejam gostando tanto quanto eu gostei! :D

Diego: Ana, pode ter certeza que a gente- respondo pelo Panda, haha- tá gostando da sensação. Dá muito ânimo pra continuar escrevendo :D



1. Eu conheço você pessoalmente, até pago suquinho pra você <3>


E eu to te devendo uma cervejinha <3>


2. No começo, o Alex e o Thomas tinham MUITO em comum, depois, quando você foi moldando melhor a personalidade dele, deu uma puta contrastada. Afinal, o Thomas não poupa palavras, um típico italiano e o Alex, pelo contrário, é ligeiro como um americano, isso é: fala apenas o necessário. Quais são as semelhanças que você vê entre o Alex e o Thomas, ainda?


MUITÍSSIMAS semelhanças, aliás.
E esse era um dos meus medos - cheguei a comentar com você-, que o Thomas se tornasse uma cópia mal-feita e caricata do Alex. Pra não correr esse risco, eu o transformei num 'mauzinho', ao contrário do Alex, que tem o "perfil" da irmandade, mas é um x-men. E agora os dois são dois personagens com quase nada em comum: Um é rico, piadista e tem familia; o outro não tem quase nada, piadista também e é orfão. À meu ver, a única coisa que eles ainda têm em comum é o humor. No entanto o humor do alex é mais frio, curto e grosso. Supreeendo alguns desavisados; do Thomas é um humor mais irônico - não que o da Alex não seja- mas o do Carmesim é algo mais...sádico? Não sei explicar direito, mas essa é a semelhança e, ao mesmo tempo, a diferença latente entre os dois: o humor.




3. Bem, além do Gambit, em qual personagem mais você se inspirou? Isso cabe a todo resto, não apenas na Marvel e no FMA.


Tirando a Marvel e o FMA? Acho que mais nenhum personagem específico, o resto das inspirações vem de músicas, e livros, talvez...
O Carmesim é a versão personificada de certas músicas dos Engenheiros do Hawaii! Uma das que mais se encaixam nele, seria a a "Fé Nenhuma", do álbum de 1986, "Longe demais das Capitais", vai um trecho da música abaixo:

"Eu sei que você acredita
Nas notícias do jornal
Mas tudo isso me irrita
Me enoja e me faz mal

Por incrível que pareça
Teu discurso é tão seguro
Talvez você esqueça:
Você também não tem futuro"


E o Thomas tem muito dos livros que leio e li, desde Jk Rowling à Sidney Sheldon e Jô Soares, mesmo que sejam pequenas pitadas, mas ele as tem. Thomas é um grande caldeirão de influências, um jogo mesclado da minha personalidade, imaginação e de tudo à minha volta. É isso ^^


4. Se o Thomas for aceito para a Irmandade, o que você fará? Ele acatará as regras do Phebo? Afinal, observando bem, os dois tem aquela semelhança de MagnetoxPyro. O Thom virará discípulo do Phebo?


Ainda não pensei sobre isso. Sinceramente. Minha intenção agora é conseguir botar o Thomas dentro da irmandade. Já até tô tendo umas ideias pra ter um embate de ideologias em sua mente, à respeito do preconceito extremista contra os humanos. Mas isso só se ele for aceito. E à respeito da relação discípuloo-mestre, entre ele e Phebo, eu não a descarto, mas também não dou certeza que tentarei algo assim. Carmesim é meio orgulhso, e, mesmo não gostando muito de liderar, também não gosta de receber ordens, contraditoriamente.
Enfim, só jogando pra saber como vai acontecer- ou não- essa relação aprendiz/mestre. O bom é deixar o jogo fluir xD


Gabs:
DIEGO, CASA COMIGO??



Nem precisa perguntar, Gabs!
é só marcar o dia/hora/local que eu já comprei até a aliança ;)
 

Entrevista, primeira parte.

By Diego Paulino
Nossos parabéns aos player's Diego e Panda pelo trabalho com seus personagens. Tanto nos post's, como no desenvolvimento do psicólogico e no uso dos poderes, os personagens foram dignos de destaque; sem contar como os dois têm se comportado durante o ataque à Mansão Xavier. Dois personagens que se encaixaram perfeitamente no clima do ataque. Parabéns!

Atenciosamente;
Equipe FX

Ganhei , juntamente com outro player do fórum , o 'destaque' da dezena. Pelo meu rendimento no fórum RPG que 'tô participando. Então segue abaixo uma parte da enrrevista à qual respondi:

Deco: Eu queria dar meus parabéns aos players! ^^" Estive de perto acompanhando o combate travado entre os dois personagens que estão no destaque e posso afirmar que esse destaque foi muito merecido.

Diego: Deco <3>


1. Como eu já te disse pessoalmente, esse é o primeiro fórum em que você joga e, no entanto, já conseguiu um destaque. Como se sente a respeito disso?

Cara, foi uma supresa, uma ótima supresa,aliás!
Eu estava lá, no group do msn, e o Paulinho veio me dando parabéns, disse que eu era destaque e tal. Fiquei meio: "AHM? Destaque?!"
É sério, eu fiquei muito surpreso, até um mês atrás a Ana tava me explicando como se jogava e, de repente, vem esse reconhecimento. E é bom, sabe, dá mais ânimo de escrever, mais ânimo de investir no Thomas...Eu sempre escrevi, tenho meu blog e tudo o mais, mas eu só divulgava crônicas/contos e textos pessoais; com o FX eu 'tô tendo a opurtunidade de desenvolver apenas uma personagem, e é interessante demais isso, ainda mais com esse reconhimento que obtive. :D



2. O Carmesin tem uma personalidade que você soube por no papel muito bem. Você buscou isso em alguma fonte? Quais?


Soube? haha, eu 'tava meio meio receoso se tinha conseguido ou não. Agora você me tirou um peso das costas, Deco. Mas, voltando à pergunta, ele tem muitas influências de personagens que gosto. Ao contrário do que você possa pensar, do próprio Gambit ele tem pouco - eu acho- , porque, a única coisa que tirei do Gambit foi a mutação e a habilidade com cartas. Eu conheço X-men somente dos filmes, games, e séries animadas, nunca li as hq's, logo não conheço muito da personalidade dele. A parte sádica do Carmesim provém de FullMetal Alchemist( Tanto as duas versões em anime, como o mangá), em especial do personagem Zolf J. Kimblee, o Crimsom Alchemist ( Alquimista Rubro/Carmim/Carmesim; varia da tradução)
E aquele pensamento que ele se julga superior aos humanos, aquele pensamento orgulhoso de ser um mutante, vem dos Homúnculos, principalmente do Envy, Lust e Pride - ou Wrath, na versão mangá-. Thomas, ao contrário de muito mutante não tem vergonha de ser mutante, tem até um certo orgulho.
São essas as principais influências de boa parte da personalidade de Thomas; a outra parte vem da minha imaginação mesmo xD.




3. Ele tem alguma semelhança com você, player? Quais?

Nunca tinha pensado nisso, mas acho que não. Quem me conhece pessolmente- vide Ana - sabe que sou um cara sossegado e tal. Sou bem calmo, bem 'na minha', sabe?Talvez as únicas coisas que eu tenho em comum com Thomas são o Humor - irônico, digasse de passagem- e os comentários que ele faz:


"Uma tragada no cigarro, um rapaz pula do segundo andar. Mais um querendo dar uma de herói? Outra tragada, o rapaz corre em sua direção. Mais uma tragada, Copy pára estranhamente de rir. O que quê deu na versão feminina do coringa?"


Thomas é do tipo que fala tudo que vem à cabeça, eu não. Eu já penso demais, e tenho, quase sempre, opiniões formadas sobre o que me importo. Mas não as falo pra ninguém... Agora, pensando melhor, uma das coisas que talvez eu e o Thomas tenhamos mais em comum é a vontade de não se sentir ignorante em algum assunto. Tanto é que ele ficou extremamente puto por não saber com quem brigava na festa. Não importava se era um humano ou um mutante ômega, ele queria saber o nome de seu adversário.


Pat: AMEIIII VER VCS DOIS AQUI!!!!
Adorooo os dois personagens!!!! E adoro os dois players too...

Diego: Paaaaaat <3 dela ="P" align="center" border="0" cellpadding="3" cellspacing="1" width="95%">

1 - Carmesim era inicialmente um aluno e foi parar na irmandade. Vc havia previsto essa mudança na atitude dele?


Sinceramente? Não! hahaha.
Tá certo, na ficha dele eu deixei bem aberta essa opoção e até pus
nas 'entrelinhas' :


(...)Arrogante às vezes, Thomas tem uma tendência para o "lado escuro
da força" se é que me entendem.(...)


Mas minha intenção era o pôr num grupo fechado. X-men de preferência, tanto é que o codione dele seria 'X-plod' mas ficaria MUITO forçado, sabe? Aí eu mudei o codinome pra Explosivo, mas também não ficou bom. Optei por Carmesim, e não era nada forçado, como X-plod ( que remete logo à X-men). E, vontando à raiz da pergunta, eu não tinha previsto essa mudança, mas daí o Phebo atacou a mansão e fez o convite, pensei: " Ele já tem o 'perfil' mesmo, vou pra irmandade!" e foi
assim, de maneira "espontânea", e acho que acertei na escolha. Eu não me imagino escrevendo com o Thomas lutando ao lado do Ewan, ou atacando a Toyota com discursos à lá Miss Universo, falando de paz mundial e tudo o mais. O Thomas, como está na frase na ficha da Toy, se deleita com o mal- e com o caos. Ele tem seu lado sádico muito proeminente, e não tem intenção de mudar essa condição, pelo menos, por enquanto.



2 - Diga-me tudo! Quais são as delicias e as dificuldades de escrever para Carmesim?


haha, vamos lá!
As delícias são os comentários dele, sabe?E é divertido demais escrever textos do Thomas. Eu posso soltar meu lado sádico-irônico-mau e deixo meus dedos correrem livremente pelo teclado. Coloco uma musiquinha que combine com o post pra tocar e BINGO!
E dificuldade eu tive , e muita, pra escolher o tipo de narração que usaria com ele, no começo eu tinha optado por narração em primeira pessoa - pra diferenciar da Aimée, que é narrada em terceira-, mas com a narração em primeira, o texto fica muito restrito , na minha opinião, e aí eu não conseguia aproveitar ao máximo o potencial da personalidade do Thomas. Então, mudei pra narração em terceira com um narrador intruso e, às vezes, onisicente, dessa maneira ficou muuuuuito mais fácil escrever, e pôr a personalidade do Capone no papel. Mas nada impede de, em algum momento eu mudar novamente o estilo da narração, vai depender da situação. ^^




3 - Carmesim mataria um amigo se recebesse uma ordem direta de Phebo?


Pat, que perguntinha capciosa, hein!haha, Nunca tinha pensado sobre isso, mas, acho que não. O Carmesim é descendente de italianos, o vô dele é o chefão da Máfia estadunidense, e - mesmo que não pareça- ele honra e se apega muito às relações que têm. Quebrar um laço desses, mesmo que seja por uma ordem direta de Phebo, ou qualquer pessoa superior à elw, seria algo muito difícil , um duelo de ideologias se travaria em sua mente, e , siceramente, não sei pelo o que ele optaria. Quem sabe, faria o que o coração manda - Sim, ele tem um!- ou o que traria mais lucro, benefícios e afins.
Ele é do tipo de pessoa que não dá ponto sem nó.



4 - Quais são as ambições de seu personagem?


Dinheiro não é uma delas. Isso não lhe falta: como já disse, ele é o único herdeiro da máfia estadunidense...Uma de suas ambições seria tornar-se forte o bastante para ter capacidade de controlar a máfia, quando seu avô falecer. Mas isso à longo prazo, por enquanto ele quer ficar na dele, em Sidney.
Outra ambição , essa mais urgente, é aumentar a potencialidade de suas explosões. Ele pretende ser capaz de explodir casas grandes, coisas monstruosas. Gigantes. Thomas ainda não é capaz disso, e, mesmo se for, se tentar tal feito ficará muito
sem energia e viraria um peso morto na batalha, o que não seria interessante.
Uma outra provável ambição é travar um embate com sua mãe, Vertigem, já que desde criança ela o 'preparou' pra ser um mutante forte, mesmo não sabendo se Thomas teria ou não o Gene-x.
Vertigem sempre foi uma mulher muito seca, seria interessante narrar um combate entre gerações, e, talvez, de ideologias - ainda não decidi se ela era à favor dos X-men, Irmandade, ou era uma mutante neutra, em seus dias de glória-. Acho que são essas, por enquanto...
Thomas é do tipo que segue a filosofia do Carpe Diem, logo não planeja muito o que vem pela frente :D



5 - Diz aê! O chute do Edward no Thomas doeu? hahhuua


Doeu e muito! Eu senti aquele chute! hahaha
Eu e o Panda haviámos combiando que seria O chute, então eu tentei passar toda essa sensação de dor, toda o sofrimento pro post...
O carmesim ficou MUITO puto com aquele chute, mas, quando ele se vingou a raiva foi, em boa parte, embora.... Quando ele deu um chute no saco do Edward ele se realizou, hahaha. É capaz que tanto Edward quanto Thomas não sejam mais capazes de ter filhos, depois daqueles chutes tá, exagerei =P
 

By Diego Paulino







Sei de cor seus comentários

sobre o mal da alienação,

mas eu não vivo de salário

eu não vivo de ilusão!

    - - - - Tensão.
    - - - - Sim, essa seria a palavra que descreveria fielmente a sensação que, como a gravidade, comprimia cada mutante - ou humano - ali presente. A dúvida, o medo, a tentação: cada um desses adjetivos estava estampado no rosto de cada aluno do Instituto Xavier Para Estudos Avançados naquela noite.

    - - - - Porém Thomas Capone Lehnsherr era uma excessão, em vez de um misto de angústia, o que tomava conta de seu ser era a adrenalina, e , paradoxalmente, o tédio: a adrenalina provinha da sensação que precede a luta, a batalha, a ação. E o tédio era um mal que acompanha Capone desde sempre.

    - - - - O rapaz estava posicionado ao lado de Copy, a garota loura subordinada de Cataclisma. Ela ria débil, descontralada, e insanamente ao lado de Thom e Serena, a pirocinética. Estava claro que Toyota se divertia com o Caos que reinava na mansão. Carmesim encarava o rosto de cada pessoa ali presente, tão tolos, tão alienados, tão manipulados por Legião e Lady Mental, talvez até controlados mentalmente por eles... Não! Eles eram patéticos por natureza mesmo, não eram controlados por ninguém, eram patéticos por seus próprios méritos. Eram fracos por natureza, dignos de pena por natureza...

    - - - - Uma tragada no cigarro, um rapaz pula do segundo andar. Mais um querendo dar uma de herói? Outra tragada, o rapaz corre em sua direção. Mais uma tragada, o rapaz está mais perto, dá para ver suas feições: Thomas não o reconhece, Deve ser algum humano, não oferece perigo... Um estrondo, nos jardins: a batalha lá fora, entre Phebo e Ewan estava, com certeza, à todo vapor. Sua atenção foi desviada.
    Um Grito:
    - Explode isso!

    - - - - Outro estrondo, mas este último não fora nos jardins, não fora tão longe, ao contrário, fora perto demais... E veio acompanhado de uma dor inenárravel. Uma dor paralisante. a pior sensação física que talvez um homem seja capaz de sentir: uma pancada no saco.

    - - - - O rapaz foi pego de surpresa, ficou atordoado, não conseguia raciocinar. Alguém havia chutado seus bagos. Chutado? Alguém havia dado uma marretada em seu saco, era a única explicação pra tamanha dor. Cedeu no chão, e se encolheu, em posição fetal, para tentar, inutilmente, aliviar a dor. O Filho-da-Puta que fizera aquilo com ele se arrependeria do dia em que nascera. Thomas não iria apenas chutar seu escroto; ele o explodiria e jogaria os restos aos ratos do esgoto. Ah, Jogaria!

    - - - - Mas a sorte não estava do lado do bioenergizador; seu agressor era sádico, era estranho, era louco. Sentiu alguém afagar-lhe os cabelos, mas não com carinho, e sim com ódio. Esse mesmo alguém era o garoto que pulara da escada. Thomas o reconheceu pelos tênis. O garoto foi arrastado, sentia que o filho-da-puta que chutou-lhe o
    saco estava com raiva. Fora arrastado para fora da mansão, em um gramado perto do que um dia foi a porta principal.


    - - - - Carmesim começou a recobrar suas forças, seu raciocínio voltou, e notou que o desgraçado estava confiante demais. Thomas, com destreza, agarrou-lhe pela manga do casaco. Segurou com as duas mãos. Antes de triturar o saco do ordinário o faria sofrer!

    - - - - Energizou o casaco pela manga. Aquele infeliz explodiria ali mesmo. Entretanto, o cara que o arrastava não era tão patético como imaginara: o brilho da energização denunciou a intenção do mutante. Edward, de maneira brusca, empurrou a cabeça de Thomas para livrar-se. Mas aquilo não adiantaria, a explosão ocorreria, a roupa já estava energizada. Thomas levantou-se para aprecisar sua obra de arte. Madness tentava tirar o casaco energizado, mas estava se atrapalhando com a pressa; conseguira arrancar só uma manga, no entanto, a outra...

    - BOOM! -Disse no momento da explosão. O ordinário que o arrastara até ali levou a pior. Caiu. Rolou. Fodeu-se. Rolou mais. O impacto foi grande. Capone riu, aquele cara não tinha noção do que o esperava. O explodiria, partícula por partícula, marcaria sua pele, seu rosto, mostraria o que é ser realmente sádico. Era hora do baralho entrar em ação.

    - Hey, bastardo! -O chamou - O que foi? Cadê todo aquele seu vigor, seu filho de uma puta! Uma explosãozinha já te nocauteou, é? -Pôs a mão no bolso esquerdo da calça, pegou seu baralho. Sua munição - A diversão acabou de começar! Vamos ver, a primeira carta é..- puxou uma carta do baralho - o Coringa! Minha predileta! - Energizou a carta de maneira que essa explodisse somente com o impacto. A lançou em cima de Edward, acertou em cheio. - Por quê a surpresa? Nunca viu uma dessas belezinhas, seu ordinário?

    - - - - Grylls rolou mais uma vez. Cara, ele só rola?! Duas vezes. Cuspira um pouco de sangue. Um pouco do sangue que Carmesim o faria cuspir, gota à gota. Thom arremessou mais uma carta, essa ele errou. Madness se desviara. Desperdíçio.

    - - - - Irritou-se. Não gostava de errar. Pegou mais cinco cartas, as energizou e arremessou todas, uma à uma, como quem arremessa dardos em um alvo, o alvo, no caso, era o baitola que chutara seus bagos.-- BOOM! BOOM! BOOM! HAHAHA, 'tá gostando do tiro ao alvo, dude?! - Disse, sátiro, sádico e irônico -
    E aviso-lhe que de onde vieram essas belezinhas tem mais, muito mais. Uma barulho inteiro, para ser preciso, seu babaca! - Aremessou mais três cartas. Obteve sucesso somente com uma, Edward era ágil... Ágil até demais. Gryllis desviou-se das cartas-bombas e investiu contra Lehnsherr. O joelho se preparando, talvez para mais um chute...

    - O velho truque do chute não, imbecil! - Guardou o baralho no bolso a tempo de desviar-se e dar um bom soco na cara do agressor. Mas Madness não era tão fraco como aparentava, recuperou-se da pancada e agarrou Capone num arranque. Derrubando os dois. Rolaram no chão, trocando socos. Thommy estava em desvantagem, Edward estava por cima e o cara era forte, não seria fácil sair dali.

    - - - - Conseguiu liberar seu braço direito, apalpou suas calças. Sentiu três objestos redondos em sua pele: suas boletas de vidro. Seria uma desperdício usá-las ali, mas era preciso. Num impulso Thomas trocou de posição com o louco, agora ele estava por cima, fechou a mão em volta da bola e a energizou. Ela explodiria ali. - Hey, fedorento... - Cochichou no ouvido do adversário enquanto o imobilizava-... eu não gosto de usar isso em combates, mas você merece....-alojou a boleta, entre a camiseta e a pele do peito de Edward.

    - - - - Uma explosão fabulosa! Mas não mortal. Thomas queria fazê-lo sofrer, e não matar.
    - - - - Obeservou a explosão de cima, já que levantara antes da boleta explodir. A raiva reinava em seu ser, faria aquele desgraçado sentir o triplo de dor que sentira em seus bagos.
    - Ué, não vai levantantar-se?- disse, desenhoso- Eu ainda tenho um baralho inteiro pra gastar com você, idiota! Mas me responda: Quem és tu, óh valente adversário?-disse, brincalhão, fazendo uma reverência, como um cavaleiro . Afinal, aquela dúvida tomava conta de seu cérebro: quem era aquele cara, aquele rosto desconhecido? Os movimentos eram familiares, mas, mesmo assim, ainda era uma incógnita - ...Preciso de um nome para botar na sua lápide, dude!

    - - - - A Chuva aumentara. Obra de cataclisma. Cada gota caía com uma força tremenda. Cada gota encharcava os adversários. Porém a chuva não atrapalhava Lehnsherr, ao contrário, o revigorava. Sentia que sua energia, cinética ou não, explodiria cada molécula daquele desgraçado desconhecido. Sentia a adrenalina inundando seu cérebro, correndo veloz em sangue.

    - - - - Uma ideia ocrreu-lhe: não explodiria mais os bagos do desconhecido: cortaria. E o faria comer, o faria engoloir seu próprio maldito, ordinário, desgraçado e fétido bago
 

By Diego Paulino
It's been a long time coming
Such a long long time
And I can't stop running


Depois que me mudei pra Sidney, para viver e conviver com 'seres' como eu, tive muito tempo sozinha. Falar era algo raro, às vezes creio que esqueci o som de minha própria voz. Não fazia diferença emitir qualquer nota por minhas pregas vocais; eu somente pensava e refletia...Refletia sobre o passado e não sobre o futuro - minha vida humana fora no passado. Recordava-me de Louise...se aquilo não tivesse acontecido, se eu não a tivesse tocado, ela já estaria com 11 anos?! Pobre Louise.
Por quê a manifestação forte teve de ocorrer com Louise, com um bebê, com minha irmã?! E eu digo forte, pois, depois de muito reletir sobre minha vida acho que já tive manifestações mutantes mais fracas, mas eu nunca tinha as considerado.

Lembro de uma vez, num dia de verão, estava quente, demais pro meu gosto. Eu devia ter uns 14, 15 anos, não mais que isso. E uns amigos vieram em casa, pra nadar na piscina; eu os tinha convidado. Gostava de ter os amigos por perto. Afinal, eu nunca tinha feito parte de um grupo de amigos, sabe, daqueles que lembram de você quando marcam algo? Então, pela primeira vez meu grupo era assim. Éramos em 3 meninas e 4 garotos, tinhamos mais ou menos a mesma idade e a mesma condição sócio-econômica, os nomes não são importantes. A não ser o de King, James King. Ele era o garoto mais bonito dos quais conhecia, e eu tinha uma queda por ele, acho que ele sentia alguma atração por mim também, ele era mais experiente, eu acho, talvez tivesse segundas intenções... Mas nunca tinha acontecido nada entre nós até aquele dia. Éramos amigos, acima de tudo...
Depois do lanche, fomos para a piscina e ,quando o sol estava brilhando mais forte do que nunca, isso é, umas 2 da tarde, todos estavam na piscina, brincando, exceto eu e Jimmy. Ficamos conversando na beira, com apenas os pés na água. Ele era inteligente e tinha um humor incrível - essas caracteristicas sempre andam juntas, na minha opinião - e me fazia rir como uma criança boba num circo. Como em todo bom diálogo, chega uma momento que o assunto morre, se esconde, e as únicas coisas que ouvimos são a respiração um do outro...Nesse recesso de palavras, King pegou em minha mão, que estava distraidamente apoiada no chão.
Eu me arrepiei de surpresa. E com um súbito formigamento em minha mão.
Ele, de frio. E tirou imediatamente a mão da minha.

- O que foi, Jimmy?
- Não, nada... Esquece - e repôs a mão sobre a minha.
- Pode falar, o que aconteceu? - insisti
- Não, nada...É, que quando eu te toquei, minha mão ficou gelada...
- Como?!
- É, é estranho, segurei sua mão e ela ficou gelada, tive a impressão que o calor escorria por meus dedos...
- Você tá me chamando de estranha?! - fiz uma cara de ultraje. E tirei minha mão de perto da dele
- Não, Aimée, não é nada isso, é que...
- É que o quê?!
- É gostosa, a sensação, entende?Ainda mais nesse calor, ha-ha.
Não consegui responder, fiquei feliz e assutada, eu havia causado prazer em um garoto, mesmo não tendo sido eu, devia ter sido algum fenômeno de física, choque térmico, não sei.
- Gostoso? - Repus a mão sobre sua
- Sim... - e ele passou os braços por cima de meus ombros.Senti outro formigamento, agora na altura do pescoço.
E finalmente nos beijamos.

Eu nunca disse nada sobre o formigamento em minha mão, não achei necessário. As sensações dos momentos em que ficamos em contato físico fizeram-me esquecer de tal bobagem. A única coisa que ainda mexia um pouco com minha mente é que ele disse que, esporadicamente, quando me tocava, ainda sentia a mesma sensação de drenagem de calor; nunca levamos isso muito à sério.

Mas hoje, madura e sabendo da minha condição de mutante. Creio que aquela foi uma pequena manifestação do Gene X.
Fico feliz por isso, fiquei grata por ter chegado a essa conclusão. Agora sei que meu primeiro feito como mutante não foi matar um bebê.Meu primeiro feito em minha nova condição não foi me transformar em uma assassina. Meu primeiro feito como mutante não foi a desestruturação de minha família.

E isso faz uma grande diferença em como eu encaro o mundo mutante: Não como um mundo assassino, mas, sim, um mundo novo, que pode fazê-lo sofrer, mas pode causar-lhe algum prazer.
Humanos são tolos em achar que somos diferentes, já que pertencemos a mundos tão semelhantes e interligados.
Somos galhos de uma mesma árvore.
 

By Diego Paulino
"Um herói em épocas violentas vira um assassino em série num mundo pacifíco."
Liza Hawkeye

Adaptado de Fullmetal Alchemist, Volume 16, Capítulo 62: 'Além do Sonho'
 

Aquele que não sabe a própria língua

By Diego Paulino
Eu vejo, ouço, sinto, falo. Mas não me comunico.
Sinto a vontade de escrever, sinto a necessidade.
Os pensamentos...As ideias se condensam em minha mente, tormam a forma de palavras intelegíveis...Mas, no momento de descerem como um rio de água quente por meu braço e desaguar por meus dedos, transformando em realidade o imaginário, o fluxo encontra uma barreira instransponível. Trava. Não passa. Sinto formigamento incessante, meus dedos coçam pra escrever, mas não conseguem.
Angústia.
Sim, essa é a palavra que descreve o sentimento em que sou envolto quando não consigo me comunicar da maneira que quero. É horrível ser incapaz de comunicar-se. Me sinto como um brasileiro que, por algum motivo, esqueceu como se fala português.
 

EU SEI

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... que pelo menos tentei. Cheguei ao meu limite.



"E se eu for o prmeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?
Ah, olha, se não sou eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão...

Ah, se o que sou, é também o que eu escolhi ser...
Aceito a condição.

Vou levando assim, que o acaso é amigo do coração, quando falo comigo
Quando sei ouvir..."